Guerreiros e heróis a serviço de quem?



         O guerreiro sofre e faz escolhas radicais que lhe testam a honra e a lealdade o tempo todo, sem hesitação, sempre pronto ao sacrifício, disposto a encarar de frente os perigos mortais e imortais por causas fantasiosas e fantásticas.
         Ele não se importa nem um segundo com o seu bem estar, com os seus desejos pessoais e objetivos que o elevariam como um líder em um mundo de cordeiros.
          Na realidade, o guerreiro é um ser falho e subserviente, incapaz de lutar por algo menor como o núcleo de sua família, a quem deixa desprotegida para defender, na sua concepção, coisas muito maiores; um ideal, um líder e os responsáveis pelas regras e decisões que controlam a população. O guerreiro é arma letal que cede a própria vida para que o sistema mantenha o poder e elimine a todos os que discordem desses parâmetros, sejam família, amigos ou estranhos em busca de participar ativamente das decisões que favoreçam a todos, e não só a minoria privilegiada.
          O guerreiro é um herói controverso, por iludir, sem saber, a maioria, e obedecer humildemente aos tubarões que tratam o povo como objetos dispensáveis, meramente alimento para as máquinas que são programadas para manter o equilíbrio do planeta através dos anos, sendo sacrificados de inúmeras formas, cruelmente, para que os grupos seletos dos líderes mundiais mantenham o poder e com ele os benefícios. O resto é teoria da conspiração, fumaça de pneus para confundir ainda mais, servindo de distração aos que caminham lentamente em direção do matadouro.



Marcelo Gomes Melo



 

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