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Vandalismo emocional!


 

Você diz ter medo de demônios

E não hesita em agir como um deles

Diz não concordar com alucinógenos

E alucina com prazer

E ao alucinar na vespertina, você sorri, desatina

Pronta para esquecer, desenvolver a crueldade

De ser como você é, não apenas uma mulher

Alguém de carne e osso, com uma capa intransponível

De aço inoxidável

Você repercute o que ouviu de madrugada na alcova

Santificada, sorrindo mordaz, isso lhe satisfaz

Usar o poder da paixão para delimitar seu patrimônio emocional

Você usurpa o direito de ser ruim, vai além das possibilidades

Pode ser considerada a rainha da maldade, vandalismo sensual

Tendo medo de demônios, externando o medo de demônios

Você é a rainha do horror! A proprietária do terror!

 

   

    Don’t be afraid of demons !

You say you're afraid of demons

And you don't hesitate to act like one

You say you don't agree with hallucinogens

And you hallucinate with pleasure

And when you hallucinate in the afternoon, you smile, maddened Ready to forget, to develop cruelty To be as you are, not just a woman

 Someone of flesh and blood, with an insurmountable layer Of stainless steel

 You echo what you heard in the bedroom at dawn Sanctified, smiling scathingly, this satisfies you

 Using the power of passion to delimit your emotional heritage

 You usurp the right to be bad, you go beyond possibilities

 You can be considered the queen of evil, sensual vandalism

 Afraid of demons, expressing the fear of demons

You are the queen of horror! The owner of terror!


 

                          Marcelo Gomes Melo

Ode à destruição

 

É verdade que eu quero matar.

Matar os covardes mentirosos que caminham sob o sol distribuindo sorrisos falsos, enganando sem culpa

É verdade que eu espero matar os hipócritas que se vendem nas redes como bem sucedidos, sorrindo descaradamente enquanto as suas torpes vidas estão apodrecidas, vestidas com bens materiais que substituem valores como honra e sapiência.

Pretendo exterminar os resilientes de amor que fingem resistir enquanto se entregam aos piores comportamentos traiçoeiros e recitam em voz alta não gostar de mentiras. Malditos desgraçados!

É aí que percebo que é impossível julgá-los por serem insetos, filhos das sombras rastejantes que perambulam sem noção alguma de como são traiçoeiros e egoístas.

Então mato o tempo, mordo os lábios, mantenho o olhar distante e os pensamentos anulados. Não quero, de verdade, pensar em nada. Pensar em mais nada!


 

                   Marcelo Gomes Melo


Incomunicável


 

Incomunicável.

A navalha entalha arte em um rosto cansado

Labirintos de pensamentos obscuros

Em um mundo egocêntrico

Todos tendem a relacionar acontecimentos aleatórios

Consigo mesmos

Quase todos.

A inquietude extrema arrasa o olhar taciturno

Há um muro entre mim e o destino

Incomunicável

Ainda leio os seus pensamentos, mas já não sei

O que fazer com eles

Não sei terminar a poesia, então ela será intensa e eterna

O breu alternado com a máxima claridade

É um novo universo no qual não caibo mais

Daqui, do local em que me encontro isolado

Vejo destruição em movimento. Tolos!

Caminhando sorridentes para o matadouro...

Estou perto, mas... incomunicável.

 

 Marcelo Gomes Melo

 

Para ler e refletir

Vandalismo emocional!

  Você diz ter medo de demônios E não hesita em agir como um deles Diz não concordar com alucinógenos E alucina com prazer E ao al...

Expandindo o pensamento