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O Rouxinol e a Rosa (Um conto selvagem)




“The Nightingale and the Rose”, conto de fadas escrito pelo poeta e dramaturgo inglês de origem irlandesa Oscar Wilde, um homem além de seu tempo na forma de enxergar o mundo e a vida, diz muito a respeito das desilusões amorosas que acompanham a cada um durante o período de existência, longa ou breve.

No conto de Wilde, um rouxinol sacrifica a si mesma contra um espinho para produzir uma bela rosa vermelha para um estudante apaixonado que gostaria de presentear à amada. Depois que o objeto de seu amor rejeita a flor por preferir as joias oferecidas pelo concorrente, o estudante a atira na estrada, e ela é esmagada pelas rodas que passavam, após concluir: “Que coisa tola é o amor! Fica o tempo todo a nos dizer coisas que não irão acontecer e fazendo-nos acreditar em coisas que não são verdade”.

A ferocidade com que as pessoas encaram as desilusões é o que as distingue entre si, e nada como um conto de fadas para, desde muito cedo ensinar sobre a vida e o amor, paradoxos inevitáveis e transparentes, impossíveis de evitar contando apenas a parte suave e maravilhosa, excluindo a crueldade e frieza que os acompanha do outro lado da moeda, gêmeos inseparáveis por toda a vida.



Há quem se compatibilize com o lado romântico, triste, que gera sofrimento e decepção; e há quem escolha o lado objetivo, frio e controlador, direcionado para a matéria, o que pode se transformar visivelmente em benefícios visíveis, adquiridos através da pose financeira, não importando nada além; alimento para o espírito não fortalecerá os partidários do segundo tipo, assim como alimento material apenas serve para manter vivos os participantes do primeiro grupo, não lhes causando nenhum tipo de excitação e prazer.

O intuito não é julgar quem está certo, ou se existe alguém errado nas escolhas; é firmar o conceito intransponível de que nada no mundo sobrevive unilateralmente. Ação e reação nunca foi uma lei natural tão viável e o equilíbrio é o verdadeiro Graal para quem busca qualidade de vida.
 
Marcelo Gomes Melo
 

Habitat das múltiplas belezas


    A visão que se tem do espaço em que se vive é intensamente pessoal. Ainda mais quando o espaço é amplamente povoado, uma metrópole composta por diversos tipos de pessoas com variadas histórias de vida e culturas peculiares.
          Trata-se de um amor diferente do que o amor que os nascidos em cidades pequenas nutrem, carregam no coração; aquele apego à terra natal que não os abandona de maneira alguma. Os nascidos em grandes cidades cultivam uma essência nômade, um desapego típico de quem vive se movimentando e procurando se adequar aos lugares como eles o são. Verdadeiros camaleões camuflando-se ao concreto e relacionando-se superficialmente com o restante da população.. Nada de tradições ou relacionamentos que se estendam além do exigido pelo ambiente profissional. Nada de conhecimento profundo das dores e alegrias alheias, a não ser o estresse repartido diariamente em muitos níveis.
          Isso não exclui a faixa etária, não poupa os mais jovens, pelo contrário; são eles, os mais jovens que crescem sob tal égide; desconhecem o amor à terra, o nacionalismo e a percepção do conforto dos locais pequenos, com gente que convive e forma grupos leais.


            A visão social da vida e do lugar no qual se vive difere de pessoa para pessoa, e o conjunto de tudo o que se enxerga forma a metrópole em si. E esse quebra-cabeça imenso é o retrato real da cidade. Do mundo em que vivemos.
          Como formar a visão através de imagens que retratem a forma como o habita natural é visto? Como o fazer em um minuto? Condensado objetivamente, poeticamente, tradicionalmente? Não importa. O que importa é a criatividade com que é realizado.
          Mostrar o mundo através da lente da câmera, registrando através da máquina o que os olhos enxergam. A beleza é subjetiva e tem diversos rostos e modos de se manifestar. Cabe a cada um enxergar e cultuar tais belezas eternamente.


Marcelo Gomes Melo

Para ler e refletir

A vida secreta dos seres noturnos           As noites em claro que costumo passar há anos, me ensinam comportamentos novos...