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                 Grândola, Vila Morena
 


 

       Grândola, vila morena

       Terra da fraternidade

      O povo é quem mais ordena

      Dentro de ti, ó cidade

      Dentro de ti, ó cidade

     O povo é quem mais ordena

     Terra da fraternidade

     Grândola, vila morena

     Em cada esquina um amigo

     Em cada rosto igualdade

    Grândola, vila morena

    Terra da fraternidade

    Terra da fraternidade

    Grândola, vila morena

              Em cada rosto igualdade

  O povo é quem mais ordena

  À sombra duma azinheira

 Que já não sabia sua idade

 Jurei ter por companheira

Grândola a tua vontade

Grândola a tua vontade

Jurei ter por companheira

À sombra duma azinheira

Que já não sabia sua idade

 

            Senha para o início da Revolução dos Cravos, em 25 de abril de 1974, a canção de Zeca Afonso tornou-se um marco da revolução e democracia portuguesa.

                                       

                                                     Marcelo Gomes Melo
 
 


                                   O dia da Terra
 

          O dia da Terra cria mais um dos inúmeros alertas para a forma como o planeta vem sendo tratado pelos seus maiores usuários, os seres humanos.

          Os cientistas não cansam de apontar os problemas causados pela população que afetam diretamente o seu habitat, e acabará causando um colapso crucial que determina a extinção da raça.

          Nós, humanos, não somos os donos da Terra. Somos apenas mais um dos moradores que se beneficiam das riquezas naturais para sobreviver, e das inúmeras maravilhas para alimentar nossas almas. O problema é que somos os únicos dos habitantes a modificar a natureza, supostamente em nome da evolução. Somos os que cuidam pessimamente da matéria prima que nos permite sobreviver. Somos os desleixados que poluem o mesmo ambiente em que convivemos e utilizamos os recursos sem parcimônia. Somos os criadores da palavra de ordem que nos define: destruição.

          Muitos desacreditam na possibilidade de extinção da humanidade aventada diversas vezes em periódicos científicos especializados e em portais de notícias, jornais e revistas populares, talvez por não considerar a mídia mundial séria, vivendo em busca de polêmicas vazias em troca de publicidade e lucro.

 

          O que salta aos olhos, quer queiramos ou não, são os rombos na camada de ozônio que protege a Terra, causados pelo desmatamento voraz; o desequilíbrio climático, a escassez de água potável, ausência de chuva, poluição nos mares e nos ares, superpopulação, queimadas desenfreadas, terremotos, erupções vulcânicas, maremotos... E esses acontecimentos são uma ameaça real à vida, humana ou não.
          Sinal dos tempos, como afirmam os religiosos? Descompensação e falta de consciência, como dizem os cientistas? Há quem defenda que o planeta tem enorme capacidade de regenerar-se, e que não será ele a acabar, e sim as formas de vida que nele habitam, expurgados como veneno indesejável que deve ser limpo do organismo. Nesse caso, os discursos hipócritas daqueles que não fazem o que pregam que os outros façam, de nada adiantaria, a não ser preencher com zumbidos constantes os ouvidos moucos dos despreocupados.
          Proteger o nosso habitat equivale a proteger a nós mesmos; começa individualmente, mantendo-nos saudáveis, respeitando os limites e economizando os recursos naturais, não abusando de recursos artificiais que oferecem alívio imediato, mas destruição em curto prazo. A Terra agradece.

                                        Marcelo Gomes Melo
 

Para ler e refletir

A vida secreta dos seres noturnos           As noites em claro que costumo passar há anos, me ensinam comportamentos novos...