Rotate4all

PopCash

EasyHits4you

The Most Popular Traffic Exchange
Lidando com os estertores do natal




              Foram os estertores das minhas tentativas de natal. Infrutíferas. Eu sabia que ela também queria; mas não dizia. Sim, ela ouvia, mas não respondia.

          O fato de jamais dizer não era o maior empecilho, porque mantinha todas as reticências e impedia o final dos desejos que um “não” definitivo o ofereceria.

          Determinado a ter essa como a última tentativa, vou suspirar taça após taça de vinho, respirar fundo o ar frio e devorar novos sonhos de fim de ano.

          Cabe detalhar que muitas dessas tentativas se deram no campo espectral, etéreas, mudas; olhares cortantes, toques ocasionais suaves como nuvens, mensagens subliminares..., mas outras foram muito reais, incisivas, exigentes! E obtiveram inclusive uma resposta positiva, real, urgente até!

          A espera, entretanto... É afundar-se em areia movediça, é perder o fôlego, morrer aos poucos à espera de viver para sempre.




Marcelo Gomes Melo
Os responsáveis pela derrocada humana



         Ante a insistência dos antigos em manter as tradições, os jovens torcem os narizes empoados, sorriem com escárnio e desprezam aleatoriamente, enquanto se utilizam dos frutos adquiridos graças às tradições que desprezam para sustentar as almas vazias e os cérebros conturbados com os quais nasceram.
          Não há futuro para esses inválidos emocionais, da mesma forma em que não há presente. Estão concentrados em destruir a si mesmos e às leis; desconhecem hierarquia, não apresentam nenhuma capacidade para produzir e muito menos para amar, a nada e a ninguém. Consomem desgraçadamente e se queixam indiscriminadamente, são menos do que meros autômatos. Não é surpresa que serão dominados pelas máquinas, escravos subservientes da frieza e do horror.
          Estamos lidando com os responsáveis pela derrocada humana na Terra, seres incipientes, descrentes e desmotivados.
          A última geração de humanos, a escória, os nocivos que se automutilam e se envenenam por não terem razão alguma para viver.
          Testemunhamos os mortos-vivos nojentos capazes das mais absurdas atitudes, maléficas e destrutivas.
          As perguntas que não se calam são: “Quem foram os que providenciaram a nossa chegada a esse ponto? Quem são os malditos vírus originais de onde surgiram os pecados naturais?



Marcelo Gomes Melo


Para ler e refletir

Ode à destruição

  É verdade que eu quero matar. Matar os covardes mentirosos que caminham sob o sol distribuindo sorrisos falsos, enganando sem culpa ...

Expandindo o pensamento