Incomunicável.
A navalha entalha arte em um rosto cansado
Labirintos de pensamentos obscuros
Em um mundo egocêntrico
Todos tendem a relacionar acontecimentos aleatórios
Consigo mesmos
Quase todos.
A inquietude extrema arrasa o olhar taciturno
Há um muro entre mim e o destino
Incomunicável
Ainda leio os seus pensamentos, mas já não sei
O que fazer com eles
Não sei terminar a poesia, então ela será intensa e eterna
O breu alternado com a máxima claridade
É um novo universo no qual não caibo mais
Daqui, do local em que me encontro isolado
Vejo destruição em movimento. Tolos!
Caminhando sorridentes para o matadouro...
Estou perto, mas... incomunicável.
Marcelo Gomes Melo



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