Argumentando contra o coletivo




          Enquanto eu perseguia os sonhos do mundo, os meus sonhos passavam ao largo, e eu me perguntava o porquê da dificuldade de as coisas não darem certo da maneira que eu esperava.
          Talvez você diga que eu sou uma boa alma, porque se as coisas no mundo funcionarem bem, muitas dos particulares automaticamente funcionarão; e se eu participei da conquista coletiva, individualmente não é assim tão importante. A preocupação com isso pode até sonhar com egoísmo. Não é esse o ponto, argumentarei de volta imediatamente. O que eu quero dizer, com serenidade, é que tudo é importante, inclusive a preocupação com o próprio templo que cada um de nós representa.
          Sempre estar envolvido com as próprias necessidades, de forma a se manter saudável para atuar coletivamente é essencial, o oposto do egoísmo.
          Quem costuma se anular acaba implodindo, inútil para si mesmo e, em consequência, para qualquer outra situação. O coletivo começa em cada um de nós. Para um movimento são é preciso grupos de pessoas sãs, sem qualquer tipo de fanatismo que os ceguem e guiem para ações destrutivas.
          Assim sendo, o amor que me cabe, que lhe cabe, está por aí aguardando o momento exato para florir, desabrochar; o reconhecimento profissional, social, serão alcançados à hora em que o equilíbrio com a natureza seja alcançado.
          Pense em si mesmo sem egoísmo, mas com o carinho e a atenção que se tem com um filho de Deus; prepare-se, mantenha-se forte, paciente, sempre pronto. Um ímã para a felicidade. Buscando a compreensão de si mesmo para melhor para todos.
  


Marcelo Gomes Melo

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