O Sem fim para mim


Você descansa o meu corpo
Clareia a minha mente
Acalanta os meus devaneios
Eu que sou um dissidente
De Eras profundas, antigas
Docemente acaricia as minhas
Cicatrizes doloridas
É uma interrogação para
A minha imaginação sombria
Traz calor para o sangue
E um frio na barriga
Causa indolência, torpor
Acho que engana por convicção
É algo imparável, imutável
Transforma-me em vítima
Mesmo sendo eu caçador
Ilustra a minha vida com
Pinturas silvestres
Mas injeta em meu paladar
O seu sabor viciante
Ninfa das marés sangrentas
O sem fim é você para mim


 

Marcelo Gomes Melo

Para ler e refletir

A lenda do Bom Tejipió           Embaixo do pé de cajá ao anoitecer, com uma lança comprida de ponta fosca triangular, cort...

Expandindo o pensamento