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Os segredos de sua lista de favoritos


        Assistindo ao programa do musico e apresentador Rogério Skylab no canal Brasil, chamou-me a atenção um comentário do entrevistado, o quadrinista André Dahmer, que disse ser interessante descobrir a lista de favoritos no computador de pessoas famosas, porque isso daria a ideia do caminho de vida tomado por essas pessoas, que invariavelmente seriam diferentes do que demonstram.
         Os interesses de qualquer pessoa pode determinar quem é ela, institucionalmente? Talvez. Suas preferências provavelmente digam respeito à imagem pública que deseja construir de si mesmo, o modo como deseja ser visto pelas outras pessoas. Então, em uma pesquisa sobre autores, por exemplo, é bastante natural que alguém avesso à leitura procure citações populares, pois desse modo se incluirão no indistinguível gosto das massas. Paulo Coelho, então, poderia ser bastante citado como preferência; mas em caso de perguntas mais específicas ficará claro que a enorme maioria de quem o citou jamais o leu, ou a qualquer outro tipo de livro de qualquer autor.
        O ponto fora da curva é saber quem realmente são essas pessoas quando estão sós, sem testemunhas, sem que ninguém os  veja. O que fazem? Do que gostam? Por que as preferências nunca coincidem?

          O ser humano age assim: cria uma imagem pública com a intenção de vender ao restante da sociedade; dentro dessa imagem cria uma ideia da maneira como acha que as pessoas o veem e não faz ideia de como realmente o veem. É comum. Há os que saem espalhando informações sobre o que gostam, o que odeiam, o que acham certo ou errado, repetem sobre si mesmos que são “isso”, são “aquilo”, ajudam “nisso”, têm dó “daquilo”, não é justo “isso”, é injusto “aquilo outro”... A lista de qualidades é imensa, mas a de defeitos inexiste.



          Ninguém jamais para por um momento com intenção de analisar a si mesmo como realmente o são; conhecer os próprios erros e aceitá-los é mais importante do que os acertos, pois esses últimos saltam aos olhos. Qualidades não precisam de propaganda. Defeitos precisam ser relembrados a todo instante, como fazia Julio César, imperador romano, para equilibrar a chamada “síndrome de Deus”, de achar ser melhor do que realmente o é; melhor do que as outras pessoas do mundo.
          Ah, os segredos que cada um carrega! Dançar quando ninguém está vendo, cantar no banheiro, fazer caretas no espelho... Escolher sites e blogs diferentes para acompanhar do que os que dizem por não serem de sua área de interesse público... Deixar de dividir a informação com ninguém...
          E se tivesse que citar três dos seus favoritos? Não toda a sua lista, apenas três. Teria coragem?

          Se tiver, faça. Cite três de dos seus favoritos e em seguida analise as suas escolhas que alardeou. Citou a algum dos que não queria que o mundo soubesse?

Marcelo Gomes Melo

As verdadeiras rainhas das pistas de dança e as lagartixas




          Já dançou, nos áureos tempos, com aquele tipo de garota que te mantém afastado na pista de dança, parecendo que tem nojo de você, só que é ela quem parece uma lagartixa nojenta e pegajosa, fria e distante, que não sente a canção e não demonstra nenhum tesão por você, pela música, diversão e muito menos pela vida? Um cadáver ambulante assombrando os bailes juvenis.
          Aquela monstruosidade com quem só se dança se perder o sorteio, e ainda assim fica-se resmungando internamente, torcendo para que a música acabe ou iniciem a dança da vassoura naquele instante, tirando de você o desprazer que é circular com aquela boneca de plástico pelo salão, ficando com a vassoura que, pelo menos não se importa de varrer o chão.
          Esse tipo estranho frequentou todos os bailes do final dos anos oitenta, acredite. Geralmente eram bonitas e inexpressivas. Apostavam que a beleza decantada pelos pais e parentes era suficiente, e gostavam de servir de inspiração platônica para os garotos tímidos que apenas observavam. Gostavam de ser olhadas, não tocadas; eram incapazes de dar ou sentir qualquer tipo de prazer. Amavam a si mesmas, mas à distância.

          Mal sabiam esses fantasmas das pistas durante a seleção de músicas românticas é que não bastava a beleza; o que valia era o calor. O amor pela dança, pela diversão. Saber se encaixar entre os braços, coxa entre coxas, os movimentos fluidos, o olhar de promessa cínica que dificilmente se concretizaria... As mãos no peito, a respiração suave sentindo intensamente a música. Era com esse tipo de garota que a dança se tornava inesquecível. E anos depois ainda é possível fechar os olhos e sentir o perfume e o leve tremor nos lábios que ela se permitia mostrar para completar o encantamento.



Marcelo Gomes Melo



Para ler e refletir

A permanência sob os temporais           Eu quero permanecer sob a chuva, o mundo está tremendo como os meus sonhos. Aturd...