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                      O brasileiro não gosta de esportes!
          Há uma máxima no país de que o brasileiro é esportista por natureza, de que temos os pilotos mais arrojados, estamos no país do futebol... Apregoa-se aos quatro ventos  que o brasileiro é dotado de talento e criatividade para qualquer esporte, e ainda é preciso acrescentar a famosa e infeliz “malandragem”, que é a instituição da sacanagem como qualidade e do fanatismo como algo bom!
          Só que, levando em conta as atividades e reações observadas no país, devemos nos perguntar se isso é verdade. Somos um povo que ama os esportes acima de tudo?
          De um povo verdadeiramente esportista destaca-se a honestidade, a fidalguia, o respeito incondicional às regras do jogo e ao adversário, o saber sair vitorioso e agir com dignidade na derrota. Temos tais qualidades?
          O brasileiro vai a uma partida de futebol, por exemplo, torcer pelo seu clube sem desrespeitar ao adversário, pensando em participar de um espetáculo bonito e sem brigas e vandalismo? Consegue estacionar o seu carro em local seguro e tranquilo sem precisar ceder à extorsão aberta, conhecida e tolerada inclusive pela polícia, pagando para que seu automóvel ainda esteja em boas condições ao voltar de um espetáculo em que qualquer lanche  de má qualidade custa os olhos da cara e não há banheiros limpos e funcionando?
          Quem vai ao campo confiando que a arbitragem é honesta, que os jogadores não apenas fingirão que jogam e que o resultado do campo não será modificado por cartolas interessados em exercer sua corrupção pura? Que tipo de lazer é esse, em que o indivíduo sai de casa para se divertir sabendo que passará raiva, será assaltado em suas convicções, em seu dinheiro minguado e ainda pagará com a própria vida?
          E mesmo assim, quem vence comemora sem se importar se foi fruto  de roubo, cantando vantagens e, sorridentes afirmam que “ganhar roubado é mais gostoso”. Espalham, na alegria, toda a ausência de caráter de uma população. Atletas corruptos, desprovidos de consciência, trapaceiros e com todos os defeitos possíveis são absolvidos e mimados apenas por conquistarem títulos, e com eles fama, dinheiro e impunidade, entregando à sociedade a sensação de que estão acima da lei e podem tudo, com a aquiescência de grande parcela da população.
          Ao contrário disso, o competidor honesto, quando derrotado é massacrado sem piedade, colocado à margem e descartado friamente, sem nenhum perdão. Aquele que compete respeitando às normas e não vence é culpado e merece, no mínimo, o ostracismo. Não seria ele a imagem do povo honesto e decente que por mais que trabalhe e se esforce jamais supera o sistema e os corruptos que controlam a máquina, e por isso acabam sendo apedrejados? Não burlou as leis, não aceitou propina, então perdeu.
          Com tudo isso cabe a afirmação desolada: o brasileiro não gosta de esportes, não aprecia a competição honesta. Ele gosta mesmo é de vencer. A qualquer custo, vencer. E para ganhar, supostamente não importa a honestidade. Os fins justificam os meios. Como diria Machado de Assis: “ao vencedor as batatas”.
                                               Marcelo Gomes Melo
 



Para conhecer a alguém profundamente é preciso agir com suavidade



          Não me venha com meras expectativas, nem pense que sentimentos simplórios, fabricados pela necessidade momentânea satisfazem a corpos e almas completamente. O que acontece é que os amantes lidam com as próprias expectativas como se fossem as do outro, e tomam decisões baseando-se no que gostariam de ter para si, e não verdadeiramente no que a pessoa amada deseja para sentir-se feliz.

          Falar em fazer feliz não é considerar realmente os caminhos do ser amado para encontrar a felicidade. Geralmente acredita-se que fazer a alguém feliz é fazer-se feliz a si próprio, o que está longe da realidade. É preciso sacrifício para fazer a alguém feliz! E sacrifício é arte. Não quer dizer que ao fazer a alguém feliz, automaticamente se alcança a felicidade, Isso exige estoicismo. Suportar a própria infelicidade e o próprio sofrimento, aceitando-os como requisito para a felicidade de outra pessoa é mágica. Quem pode ser apontado com esse dom? Jesus Cristo não vale, é óbvio.

          A construção da felicidade se dá passo a passo, como caminhar por um labirinto no escuro, confiando apenas no tato, e em algum momento, em alguém como guia. E essa posição se alterna, a seu tempo. Criar mecanismos que possibilitem felicidade compartilhada é a técnica, a grande sacada.

          É preciso lembrar, infelizmente, que os seres humanos, quando conseguem tal raridade, são mestres em destruir rapidamente esse estado de amor impregnado, através de todos os questionamentos. A necessidade irrisória de questionar os porquês desse sentimento superior, criando senões que se transformarão em dúvidas e em seguida ausência dessa sensação maravilhosa.

          Para minimizar o equívoco as pessoas deveriam se policiar constantemente, procurando conhecer umas às outras nos mínimos detalhes. Não com desespero, impulsivamente; mas de maneira cuidadosa, sutil, respeitosa. Ajudando-se a suplantar medos com olhares de confiança; conversando entre multidões com olhares silenciosos, misturando a fé implícita nos toques suaves. Provavelmente essas sejam fagulhas que propiciem conhecimento mútuo, e esse conhecimento traga a felicidade indiscutível, plena, insofismável.

          Como diz a canção: para conhecer a alguém profundamente é necessário agir com suavidade.
 
                                              Marcelo Gomes Melo
 
 

Para ler e refletir

A vida secreta dos seres noturnos           As noites em claro que costumo passar há anos, me ensinam comportamentos novos...