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Para a aquisição de cultura é necessário ter educação

Os valores que você carrega desde o berço, as coisas que você aprende desde o colo, as situações que você visualiza de quem está próximo, do encarregado de lhe acompanhar desde a mais tenra idade, do responsável por sua sobrevivência, isso é o que lhe define.

A ética transmitida através dos mais puros gestos, o caráter formado,  pela compreensão no olhar, as atitudes gravadas através do tom de voz, a força apreendida do calor do abraço, é exatamente o que lhe define.

Durante o caminho da vida, o crescimento físico e mental, a maneira como encara os obstáculos e reúne forças para superá-los com honra e honestidade, é a assinatura que você imprime na tela do mundo, ganhando o respeito e a admiração dos seus pares.

E nos momentos mais difíceis, quando a tristeza lhe abate e o terror lhe comprime, quando as situações o impelem a desistir ou trilhar caminhos obscuros se apresentam, na fase mais complicada em que seus sonhos são contestados, é quando você precisa abrir o cofre de sua memória e sacar as apólices adquiridas de seus familiares, contendo caráter, ética, força de vontade, atitudes coerentes, passaportes para um novo patamar de sua vida, deixando dificuldades para trás com galhardia, lealdade e decência. É o que se chama de educação. É a base para qualquer ser humano direito, preparado para respeitar e se fazer respeitar através dos conceitos nos quais acredita e regem seus princípios. È o que lhe permite fazer parte dos agentes transformadores positivos e não dos derrotados profissionais.

O restante é cultura. Você está preparado para participar de uma sociedade saudável, em busca de ganhos intelectuais que produza ideais, que inclua e habilite pessoas para uma vida feliz.

Adquirir cultura é perceber o mundo ao redor, colocar a sensibilidade como antena receptora de todas as formas de pensar, aprender  a argumentar com intenção de colaborar; descobrir seus talentos para aperfeiçoá-los e compartilhar com humildade. Aprender a aprender para galgar novos níveis, socializando conhecimentos, postulando reconhecimento que eleve a autoestima e o faça um espelho para os mais jovens.

A cultura é todo o produto realizado pelo intelecto humano através dos tempos, e para isso é necessário agir com educação. A mesma educação produzida no colo, do berço às ruas.

Para adquirir cultura, e produzir cultura, é primordial agir com educação; para tanto, deve-se resgatar os valores recebidos desde o nascimento até seu momento atual no planeta. Só assim poderá se sentir um ser humano completo.

                                 Marcelo Gomes Melo
 


           O que você quer ser quando crescer? Ladrão!
 

- Meu filho, o que você quer ser quando crescer?

- Ladrão.

- O quê?! Ladrão por quê?

E assim começou a conversa que provou que o garoto estava se adequando a todos os requisitos sociais que o incluiriam no rol dos jovens com chances de serem bem sucedidos profissionalmente, preocupação de qualquer pai de hoje em dia, nesse mundo em caos.

O menino se adaptara facilmente a todas as ferramentas tecnológicas que adquiri pensando em auxiliar o seu desenvolvimento como ser humano; demonstrou enorme destreza manuseando computadores e celulares, surfando à vontade, livre e espertamente pelas redes sociais de todos os tipos, interagindo com seus pares e aprendendo truques lícitos e ilícitos para se dar bem burlando leis, driblando regras e levando vantagem em tudo, atropelando a tudo e a todos indiscriminadamente.

Ainda assim, a resposta fria, clara e cristalina a respeito da profissão escolhida me surpreendera. Um golpe no fígado de quem perdera noites de sono traçando metas e planos para transformá-lo em um homem de bem, responsável de seus deveres e consciente de seus direitos. Bem, pelo menos pensando em oferecer todas as alternativas para solidificá-lo como um homem honesto e cumpridor de seus deveres. E agora essa! Mas, isso merecia uma explicação imediata.

- Ladrão. Por que ladrão, meu rapaz?

A resposta foi de bate pronto, sem receios nem dúvidas. Apenas argumentação simples, real, acompanhada de fatos comprováveis. Apenas constatação dos motivos para a escolha.

Um ladrão não paga imposto. Não vota, portanto, não compactua com os bandidos de alto coturno que dizimam o país e seus cofres sem remorso ou piedade. Um ladrão não é hipócrita de criticar aos outros quando na verdade deseja estar no lugar deles, fazendo ainda pior em proveito próprio. Pode roubar de volta, dar o troco em vez de sofrer a frustração extrema de não ter a quem recorrer quando desprovido de seus bens, visto que são assaltados oficialmente, portanto equivaleria a se quebrar aos ladrões superiores.

Um ladrão não precisa demonstrar conhecimentos formais para aumentar o status pessoal; ao contrário, prefere esconder seus talentos para si mesmo.

Meu rosto estava cor de vinho e um nó na garganta me impedia de falar. Será que todas as ferramentas que ofereci para aperfeiçoar seus conhecimentos só serviram para transformá-lo em um cínico que aprendera a ver o mundo exatamente como ele é, e tomara uma posição completamente contrária ao que eu esperava? E além disso, os fatos me estrangulavam a ponto de não ter coragem, ou fatos melhores para contra argumentar e desconstruir esse desejo vil demonstrado por meu filho bom?

Ainda assim, suado e de olhos vermelhos, eu tinha a obrigação de tentar, em nome da honestidade, da civilidade e decência. Com o cérebro trabalhando a mil, murmurei com a voz distorcida, meio em câmera lenta:

- Meu filho... – ao que ele interrompeu automaticamente, pensativo, mais consigo mesmo do que comigo.

- Quem é que poderia me julgar, pai? É a escolha óbvia! – e me abraçando, concluiu suavemente, mas com firmeza.

- Pensando bem, essa profissão não me serve, pai. Deus poderia me julgar. E eu teria que prestar contas a ele...

 

                                Marcelo Gomes Melo
 

                       Só as mães sabem...

 
         Há um sistema único de confiança que transpõe todo e qualquer limite pré-programado por controladores das sociedades existentes. Algo que, por ser intrínseco, foge às normas de segurança definidas pelo frio na barriga ou pelo temor do desconhecido.
          Esse sistema abençoado acopla-se à natureza com desenvoltura, acresce beleza à paisagem e ternura ao caos. Não se pensa sobre ele. Não é algo que se discuta. Psicólogos discorrem a respeito e religiosos se impressionam e dão graças; todos reconhecem e agradecem.
          Quando todo perigo é reduzido a nada e toda necessidade é uma promessa de satisfação. Inquietação se transforma em tranquilidade, mares bravios em calmarias e tormentos em sonhos.
          O poder de amainar tempestades e consolar terrores, transferindo sensações protetoras e calmantes em ondas, eternizando os momentos através de uma vida inteira! E volta a acontecer repetidamente, em qualquer lugar do mundo, com qualquer ser humano de qualquer classe social, em qualquer tempo. Não importam as convicções, as filosofias, a sensibilidade ou a ausência dela; esse sistema de confiança atinge a todos pelo menos uma vez durante a própria existência. E permanece para sempre.
 
 
         
             Estamos nos referindo ao amor de mãe. Quando nada é maior ou mais poderoso e garante a luz que reflete nas estrelas, e o bebê é capaz de dormir tranquilo nas condições mais adversas. É a condensação da paz ilimitada. Por que isso acontece? Só as mães sabem...
                                           Marcelo Gomes Melo

Para ler e refletir

A vida secreta dos seres noturnos           As noites em claro que costumo passar há anos, me ensinam comportamentos novos...