EasyHits4U

EasyHits4U.com - Your Free Traffic Exchange - 1:1 Exchange Ratio, Business social network. FREE Advertising!

   Quem vai dar a primeira estilingada na barata alheia?


          Dizem ser intrínseco ao ser humano a vontade de julgar aos seus semelhantes. O fazem desmesuradamente e sem nenhum pudor. Falando mal de Deus e de todo mundo como esporte e falta do que fazer.

          Como isso é feito indiscriminadamente e com reciprocidade, não há culpados ou inocentes; quem prejulga hoje, sem se preocupar em analisar motivos, razões ou necessidades alheias, será vítima do mesmo veneno num futuro muito próximo.

          As atrações dos meios de comunicação hoje em dia envolvem falar da vida alheia, expor fatos que deveriam ser mantidos na intimidade de qualquer pessoa normal, famosa ou não, e como em um circo debater abertamente criticando, opinando como se tivessem o direito de dizer aos outros o que fazer e como se comportar.

          Estamos em uma guerra, e as pessoas se utilizam das armas que possuem. Quando criticam, os indivíduos focam nos pecados alheios e esquecem dos próprios, agindo de maneira hipócrita e achando que as vítimas de sua fúria são sempre piores de caráter e desconhecedores da decência.

          Para citar um caso peculiar, a moça que se diz modelo e atriz, Andressa Urach, expondo-se em um programa de tevê polêmico, de humor duvidoso, que toma por base os preconceitos para fazer rir, conscientemente falando de suas intimidades sexuais em linguajar chulo, em princípio, para o julgamento público sem necessidade alguma. E uma chuva de adjetivos, impropérios e xingamentos são destinados à moça, que só faltou ser chamada de santa nas redes sociais.

          O paradoxal nisso tudo é que as mesmas pessoas que julgam são as que assistem ao programa! E, além disso, são as que permitem que suas crianças assistam e tomem como exemplo o comportamento da garota, criticado por eles. Ninguém pensou que talvez houvesse um motivo, ou mil motivos para que ela aceitasse se expor dessa forma; e que esses motivos por si só justificariam suas atitudes.

          O que precisa ficar claro é que o maior censor que existe atende pelo nome de controle remoto. Ao invés de assistir para criticar ou contribuir para o aumento de audiência e alimentar a existência desse tipo de programa ou de exposição íntima hardcore desnecessária, basta acioná-lo e trocar de canal.

          Para manter a sanidade e os seus princípios, troque o canal!
                                    
                                            
                                       Marcelo Gomes Melo

      O estado de corrupção não pode durar para sempre!


          Deparei-me com uma enquete sui generis nas minhas recentes andanças pela internet. Desses que nos fazem sorrir e em seguida nos fazem pensar; tanto que a reproduzi em meu blog como curiosidade.

          A enquete fazia a seguinte pergunta: “Qual é a classe profissional mais corrupta da sociedade brasileira no século XXI?”. E as alternativas, conseguidas após intenso debate, divertido e filosófico, irado e objetivo numa espécie de fórum informal, do qual participaram diversas pessoas de diversas idades, profissões e entendimento de mundo, foram as seguintes:

          Primeiro a mais destacada e votada por razões óbvias, tendo em vista a decadência moral, o descaso com a coisa pública e o objetivo ostensivo e insaciável de roubar, enriquecer, enganar e usar a população sem nenhum tipo de drama de consciência; a classe que, desde que p mundo é mundo lidera a descrença e desconfiança das pessoas, mas que atualmente é sinônimo de todas as coisas ruins que se pode fazer para prejudicar nações. A famigerada classe política.

          É claro que não foi surpreendente; os participantes argumentaram sobre uma pequena parcela de políticos honestos, mas que são engolidos pela máquina e corrompidos pelo poder e pelo dinheiro. Carimbo decretado: a classe corrupta número um do Brasil.

          Há que lembrar tratar-se de uma pequena parcela de pessoas, mas que representam vários níveis sociais se manifestando democraticamente através do instrumento mais democrático do momento, a internet.

          A partir daí, algumas surpresas, como o segundo lugar ter ficado com a classe dos jornalistas esportivos, acusada de agregar profissionais mal formados ou nem formados intelectualmente, demonstrando uma total propensão à parcialidade, escolhendo lados, de preferência os que proporcionem mais fama, IBOPE, dinheiro...

          O primeiro mandamento que é noticiar imparcialmente, ouvindo a todos os lados sem exprimir juízo de valor parece ter sido esquecido, e a feitura de lobbies que preservem interesses próprios em detrimento da notícia também colaborou para o asco demonstrado pelos debatedores, embora frisando que lidar com tanta emoção e sem o mínimo preparo, portando-se como torcedores contribui imensamente para o descrédito da classe profissional.

          Em terceiro lugar mais uma surpresa, principalmente por aparecerem baixo dos jornalistas esportivos, mas à frente da última das alternativas. Trata-se da classe dos advogados do país, acusados de distorcer a lei e , por dinheiro estar dispostos a condenar as próprias mães, foram descritos como corruptos por escolha da profissão, e portanto não merecem nenhum tipo de desconfiança, em momento algum de suas vidas, nem nas folgas. Para um advogado, a própria esposa pode ser um instrumento de corrupção.

          Também nesse caso destacou-se o fato de que as pessoas são hipócritas, por correrem sem hesitação em busca de um advogado logo que a necessidade se apresente. Além disso, alguém precisa fazer o trabalho sujo para manter a sociedade em equilíbrio! Tal argumento foi refutado pelo simples fato de que os pobres jamais são tratados em igualdade de condições.

          Para fechar, a última alternativa foi igualmente aterradora, por estar em quarto lugar nas escolhas e por ser considerada uma “classe profissional”. Bandidos, punguistas, ladrões e desonestos em geral, arrebanhados como uma única classe foram citados como corruptos menores; e definidos assim tanto por cometerem delitos financeiramente insignificantes em relação aos citados anteriormente, quanto por, muitas vezes não enxergarem tais delitos como algo constrangedor ou passíveis de punição.

          O batedor de carteiras, o enganador de velhinhos na fila do caixa eletrônico, os subornadores e os subornados em multas de trânsito, fiscalização da prefeitura, “proteção” a estabelecimentos comerciais...

          No fim de tudo, as pessoas sorriem e dão de ombros, afinal não mudarão nada socialmente criando esse ranking que todos conhecem e repudiam, mesmo que façam parte dele. Resta em nós aquele gosto amargo na boca, aquele sabor de impotência ante tal estado de coisas; a certeza de que a hipocrisia, a descrença, a tristeza e a falta de fé são as palavras de ordem tatuadas em nossos corações e mentes.

          Mas isso não pode ser para sempre! Fim de ano é época de reflexão, e deve vir acompanhada de ação, o mais rápido possível. Por que nós podemos!
                                             
                                       Marcelo Gomes Melo

Para ler e refletir

A permanência sob os temporais           Eu quero permanecer sob a chuva, o mundo está tremendo como os meus sonhos. Aturd...